Estados Unidos está prestes a bater recorde de desemprego

A pandemia vivida em 2020 por causa da nova doença tem afetado muitas famílias, especialmente na questão financeira, visto que não podem sair para trabalhar, dada o alto contágio do vírus por vias respiratórias. Para barrar e conter o número de novas infecções, muitos governos adotaram medidas de isolamento e distanciamento social.

Mesmo aqueles que não foram demitidos, tiveram seu salário reduzido, o que desde já causa grande impacto na economia. Um dos países mais afetados foi os Estados Unidos, que atualmente são o novo epicentro da doença, dado o seu alto número de casos confirmados.

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Foto: (reprodução/internet)

Ainda que muitas medidas sejam tomadas para evitar o aumento de doentes, o impacto dessa situação está gerando – e continuará a gerar – muitas crises, não apenas com impactos econômicos, mas principalmente com impactos sociais.

Entenda melhor

Desde 21 de janeiro de 2020, o primeiro caso suspeito nos Estados Unidos foi confirmado em um homem que havia recentemente viajado para Wuhan, epicentro inicial da doença. A confirmação foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD), agência governamental que trabalha na proteção da saúde e segurança pública da população.

Os casos foram aumentando por todo o mês de janeiro e fevereiro, com a incidência de mortos e aumento do número de infectados. Isso seguiu até atingir o estrondoso número de 300 mil novos casos confirmados em 4 de abril de 2020. Atualmente, há mais de 1 milhão de infectados e mais de 70 mil mortos.

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Por questões políticas e econômicas, a doença foi subestimada por autoridades governamentais logo no início, ainda que, em muitos países, o número de infectados não parasse de aumentar, junto com o número de mortos. Entretanto, com o rápido avanço, medidas de mitigação só foram implementadas em 16 de março de 2020.

Impactos no trabalho

Dado as medidas de combate e enfrentamento à doença, muitas empresas precisaram fechar suas portas. Isso fez com que muitos americanos fossem demitidos ou, mesmo com o emprego mantido, tiveram seus salários diminuídos. Isso tem gerado muitos impactos econômicos e sociais.

Em abril de 2020, os Estados Unidos perderam mais de 20,5 milhões de postos de trabalho, o que representa uma taxa de 14,7%, e é a maior enfrentada pelo país desde 1929, ano da Grande Depressão. Antes da pandemia causada pela doença, essa taxa era de 3,6%, uma das menores do mundo.

Ainda que seja um número expressivo e muito negativo, a Bloomberg, empresa de tecnologia voltada para dados para o mercado financeiro, esperava uma queda de 16% na taxa de desemprego. Um novo balanço será publicado pelo governo norte-americano ainda no dia 08 de maio de 2020.

Impactos na economia

Ao passo que muitas pessoas e suas famílias tiveram sua renda comprometida, é de se esperar que o consumo delas também diminua, em especial com aqueles itens que não são considerados como essenciais. Com isso, toda a economia sofrerá uma redução, considerando que pouco dinheiro entrará no mercado.

Com isso, muitos profissionais que foram demitidos, deram entrada no pedido de auxílio-desemprego. Esse número chegou a mais de 26 milhões de solicitações, que representam aproximadamente 16% de toda a força de trabalho do país. O total de pedidos é maior do que o número de vagas criadas em 10 anos.

De acordo com anúncio dado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), é esperado um recuo de 5,9% na atividade econômica dos EUA durante o ano de 2020. Esse é um novo recorde alcançado, visto que é a pior situação econômica enfrentada pelo país desde a crise de 1929.

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