Após 2 meses, 4,5 milhões de italianos voltam ao trabalho

O novo vírus teve seus primeiros casos registrados na cidade de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, desde dezembro de 2019. Entretanto, dada a alta taxa de contágio da doença, ela espalhou-se rapidamente pelo país e no início de janeiro de 2020, a cidade já havia sido isolada por autoridades locais.

Exatamente por causa da transmissão da doença por vias respiratórias, muitos governos adotaram o isolamento e o distanciamento social como estratégia para conter e barrar o contágio e o número de pessoas infectadas. Por causa disso, o setor econômico de muitos países, principalmente, foi muito impactado.

italianos voltam ao trabalho
Foto: (reprodução/internet)

Um desses países foi a Itália, epicentro inicial de contaminação da doença fora da China. Uma das medidas adotadas foi a implantação da quarentena no país, em 9 de março de 2020, a fim de restringir o movimento da população, permitindo apenas a realização de necessidades básicas como alimentação, saúde e trabalho.

Entenda melhor

Logo no início da pandemia, que teve a região italiana da Lombardia como mais afetada, o sistema de saúde do país contava com apenas 5.200 leitos de UTI. Com o avanço da doença e considerando que os pacientes com estado de saúde mais graves precisam de aparelhos como respiradores e ventiladores pulmonares, esse número precisou aumentar.

O número de leitos de UTI aumentou para 9.000 e o lockdown, protocolo que impede e bloqueia a saída de pessoas, foi implementado para ocorrer uma diminuição no número de casos, ainda que lenta. Com mais de 200 mil casos confirmados, a quarentena foi necessária para que a transmissão local diminuísse.

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Como a economia da Itália já é uma das mais fracas da Europa, e teve queda no seu Produto Interno Bruto (PIB) em 4,7% logo no primeiro trimestre por causa da epidemia, foi necessário que algumas atividades econômicas voltassem ao normal. Essa decisão foi tomada considerando a queda no número de infectados.

O que pode funcionar?

Dos 7,8 milhões de trabalhadores que a Itália tem cerca de 4,5 milhões cidadãos que voltaram ao trabalho presencial, adotando medidas de segurança e proteção obrigatórias e sob fiscalização de autoridades policiais e governamentais. Algumas dessas medidas são o uso de máscaras, distância entre pessoas e medição de temperatura no início do expediente.

Lojas como restaurantes, cafeterias, bares e outros do ramo alimentício devem continuar fechados, a não ser que apresentem a possibilidade de entrega em domicílio ou apenas para retirada de produtos. As escolas, de todos os níveis, só voltarão a abrir em setembro, sendo que o ano letivo terminará em julho em modalidades à distância.

Ainda que com muitas críticas, também segue proibida a aglomeração de pessoas em todos os locais, e só é permitido encontrar parentes e “pessoas que têm ligação afetiva estável”, como divulgado em nota do governo italiano. Eventos sociais presenciais, como eventos religiosos, seguem suspensos até o final do mês.

Cuidados no transporte público

Essa reabertura gradual do cotidiano levou em consideração a diminuição no caso de novos infectados e o desafogamento dos hospitais. Entretanto, o modo como a doença e a própria população irão reagir a essa estratégia definirão os novos passos a serem tomados. Até lá, é obrigatório alguns cuidados, especialmente no transporte público.

Milão, a segunda maior cidade da Itália, teve um controle rígido no uso dos transportes públicos, como ônibus e trens. Apenas 25% do espaço interno era ocupado, novo sistema de sinalização indicando os locais de entrada e saída e a presença de funcionários fiscalizando e vetando a entrada de pessoas que estivessem sem máscara ou luva.

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